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Uma solução definitiva para a pirataria na Web 01
São Paulo, 24 de junho de 2009, quarta-feira.
Revisão feita em 23 de novembro de 2013.

Saiu nessa última quinta-feira, no caderno de Link, do Jornal da Tarde (18 de junho de 2009), um artigo sobre o problema de pirataria na Internet. E a polêmica gerada é pela aplicação da Lei Sarkozy no Brasil. Para quem que não sabe, Nicolas Sarkozy, presidente da França, defendeu uma lei em que o internauta é advertido em duas ocasiões, caso seja flagrado em baixar ou compartilhar músicas ou vídeos na Internet protegidos por direitos autorais. E na terceira vez, ele simplesmente será banido da Rede. Isto é, os provedores bloquearão o seu acesso.

Como é de esperar, aqui no Brasil, começa-se a surgir as imitações à essa lei, que já está sendo barrado na própria França. Pois, se de um lado o motivo é de proteger os direitos autorais de quem que cria uma obra - e que é louvável - por outro, traz o problema de ser uma lei impopular e principalmente uma violação de privacidade do cidadão. Pois, para aplicá-la, é preciso policiar as nossas próprias ações. E quem fará isso serão os próprios provedores de acesso.


A solução para o problema é simples...

Resolvi postar aqui, uma idéia que já tinha passado para vários conhecidos, e bem antes: Ao invés de proibir a cópia de músicas e vídeos, simplesmente libera tudo. Isto mesmo! Que cada um possa copiar o que bem entender na Internet. Mas... como é que fica os direitos dos autores?

Ora, quem sempre lucra na Internet, além da publicidade e do comércio em si são os provedores de acesso. Nós pagamos para acessar a Rede. Salvo quando se trata de rede aberta - os Wireless - e que se encontram nos aeroportos, universidades etc. E pagamos pela quantidade de informação acessada. Então, nada mais natural de que seja tirada a porcentagem devida aos autores de músicas e vídeos, além de produtoras etc. Algo como R$ 0,01 por cada 10 megabytes abaixado, não importa do que seja. 5 gigabytes deve dar em torno de R$ 5,00, portanto, uns 15 gigabytes de informação por mês (R$ 15,00) não deve pesar substancialmente no bolso do internauta e nem do provedor, que deve cobrar algo em torno de R$ 70,00 a R$ 120,00 por mês de acesso.

A grande vantagem disso é que com os R$ 5,00, torna-se bastante difícil vender os DVDs piratas. Pois, os próprios internautas poderão copiar os conteúdos protegidos por direitos autorais. E ao fazê-los, estarão gerando as respectivas rendas para os autores dos produtos copiados. Assim, ninguém vai se reclamar porque teve prejuízo. Tudo o que é preciso cabe aos provedores de acesso em identificar o tipo de conteúdo que está sendo deslocado, e pagar aos criadores desses conteúdos. Não é necessário identificar o internauta que o acessa.


Ao liberar as cópias, garantimos o mercado de trabalho

A tendência será essa: Ao liberar o livre acesso a todos os tipos de arquivos, sejam de vídeos ou músicas, a Internet poderá tornar-se em um grande mercado de trabalho para muita gente. Vejamos: O que transita na Rede são as informações, não importanto qual tipo seja. E os provedores de acessos ganham com isso. Então, se os autores e as produtoras de músicas e vídeo vierem a faturar com essa movimentação, por que nós, que colocamos os conteúdos específicos não temos esse direito?

Atualmente muitos blogueiros vivem com o rendimento provenientes da publicidades. Mas uma forma interessante de obter a renda é justamente através de uma taxa de informação mínima. Digamos uns 500 pageviews/dia do teu site ou blog. Nesse caso, é a qualidade do conteúdo que define toda essa movimentação, criando assim, uma saudável concorrência. E como a rede Internet tornou-se (quase) uma necessidade, certamente que vai ser difícil de ocorrer uma recessão virtual. Ou seja, tornará em uma garantia de trabalho para muita gente.

As condições não faltam: Smartphones que podem ser usados para fotografar receber e enviar as imagens. Netbooks que permitem acessar a Internet, e que custam menos de R$ 1 mil, e com menos de 1kg de peso. Redes de relacionamentos. E até o jornalismo como profissão ficou dispensado da necessidade do diploma. Mas você não precisa ser um “jornalista”. Basta criar o seu estilo de se comunicar. Desde que tenha uma boa aceitação, você até pode obter um justo rendimento.

Em suma: Vale a pena investir nessa idéia. Principalmente em divulgá-la. Porque não somente soluciona de vez o problema de direitos autorais, acabando com as polêmicas envolvidas, mas também garante um mercado de trabalho para muita gente.



Comentários feitos:
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15/07/2010 - 18:52 - John Spartan - É o único caminho. Qualquer outra tentativa é opressão do indivíduo!

27/02/2011 - 13:49 - (anônimo) - E quem vive das vendas em lojas físicas faz o que? As lojas que pagam impostos é que ajudam manter a qualidade de vida do cidadão em sua região, não os provedores de acesso. Achei o texto ridículo e uma ofensa a quem deseja trabalhar seriamente neste país.

28/02/2011 - Zadoque - Caro anônimo... As lojas físicas são outras realidades. Em nenhum momento pensei em prejudicar essas lojas. Ocorre que tudo que possa ser digitalizado é possível de ser copiado e sem autorização. E toda a repressão se deve ao prejuízo provocado, por causa dessas cópias, e que tornaram-se em uma tendência. A questão é: Se deve criminalizar a quem que faz as cópias sem autorização; ou se deve pensar em uma saída para isso. As propostas apresentadas aqui são na verdade, tentativas de solucionar esses tipos de problemas. Uma forma de diálogo, para tentar encontrar a saída. A minha proposta é apenas uma dessas tentativas. E ela pode ser até ingênua. Mas não deixa de ser uma proposta a ser pensada

Basicamente quando uma loja física vende produtos que não possam ser digitalizados, ela não terá nenhum prejuízo devido à suposta pirataria. Porém, se esse produto for, por exemplo, música, não tem como: Ela sofrerá com as cópias não autorizadas. É o caso da loja Nuvem Nove, e que vendia os CDs e LPs, no bairro de Itaim Bibi. Ao que tudo indica, são mudanças em que devemos aceitar. Nesse caso, deve estudar outras regras para que ninguém saia prejudicado... Ou então, partir para a pura repressão e sanções contra quem que faz as cópias desautorizadas.



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