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Conhecendo a região de 25 de Março 01
São Paulo, 22 de novembro de 2012, quinta-feira.
Atualizado em 23 de janeiro de 2016, sábado.  

Passei nesses dias na Rua 25 de Março e adjacências, na busca de certos produtos. Raramente vou lá, por causa da movimentação e dos produtos de qualidade questionáveis. Faz muitos anos atrás, toda aquela região era dedicada à venda de tecidos. E eu, que tentava produzir os artesanatos em pano (para sobreviver), fiz as minhas primeiras incursões por lá.

Geralmente alcanço a 25 de Março através da Ladeira Porto Geral, e que você pega a partir da Rua Boa Vista. O nome da Ladeira se deve ao fato de que muito tempo atrás (antes do século vinte...) ela levava à região de pântanos e ao Rio Tamanduateí. Agora que todo o Vale do Glicério foi retificado, isto é, o rio, toda aquela região foi tomada por casas e comércio. Mas as inundações acontecem, justamente porque estamos em um vale e que outrora fora pântanos. Tanto que na própria Rua 25 de Março é visível as comportas que os lojistas construiram, para barrar a enxurrada de águas durante as chuvas. Vi que são instalações bastante sólidas.

Mas voltando para a Ladeira, foi lá que mudou a lanchonete Quickies, com os seus salgadinhos “importados”, e que fica na entrada da Galeria Ladeira Porto Geral. Vale a pena experimentá-los Só que desta vez, o preço encareceu. Antes, quando ficava na Rua José Bonifácio, os croquetes de carne custavam R$ 1,00; e no máximo, outros salgadinhos iam para R$ 2,00. Agora, somente o simples croquete de carne e de frango mantém esse preço. Ficou careira.


A loja Quickies, com um funcionário a serviço.


Um cliente é atendido pelo funcionário na Quickies.

A galeria em si é uma atração para as mulheres que apreciam as bijuterias: Um espaço com vários pisos, e recheados de lojas especializadas. Desci para os pisos inferiores para alcançar a 25 de Março. Agora, apenas o trecho que vai da saída da galeria, até a travessa da Rua Cavalheiro Basílio Jafet é o mais concentrado em lojas de tecidos. As demais regiões, excetuando algumas lojas de tecidos, em pontos esparsos, estão ocupadas por produtos chineses, e que dominaram praticamente todo o mercado da região. Isto é, além de alguns produtos nacionais e as iguarias árabes. Outro aspecto que não muda é que esta região continua a vender os brinquedos e utilidades a atacado. Sejam pentes, espelhos, bolas... ou as lâminas de barbear.

A última vez que fui na 25 de Março foi justamente para isso: Comprar os pentes aparadores no Armarinhos Fernando (mais tarde, em um outro artigo, explico para que servem e porquê). Na verdade, o Armarinhos Fernando são as três ou quatro lojas espalhadas na Rua 25 de Março. Todas invariavelmente cheias de compradores. As vezes mais concentradas do que um ônibus lotado na hora de rush em uma sexta-feira. É inútil procurar por instalações de ar condicionado. Mas cheguei a perguntar para um segurança (em uma dessas lojas), se esta tem proteção contra incêndio. Ele como que sem jeito diz que tem os extintores.

Aproveitando a viagem, fui ao Mercado Municipal, através da Rua da Cantareira, mas depois de umas incursões da Rua Barão de Duprat, na busca de capas plásticas. O Mercado, um dos pontos turísticos de São Paulo, é um dos lugares mais agradáveis a ser visitados. Principalmente se for passar nas ruas internas voltadas para temperos e produtos árabes. Mas o que me desencorajou são os pastéis que custam mais de R$ 12,00. Na verdade, pareciam mais sanduiches, por causa dos recheios. Até agora nunca experimentei. Sequer dei uma olhada na marquise. No meu tempo de criança, não existia a marquise, e o que me agradava no local, era aonde se vendiam os animais silvestres, como os jabutis.

Saindo de lá, voltei em direção à 25 de Março. Passando porém, defronte da Galeria Pajé. E de imediato lembrei-me do aviso de alguns camelôs (dado faz um tempo), de que convém usar um capacete, daqueles de motoqueiro no local, porque eventualmente chove objetos, como relógios, aparelhos de sons etc., e diretamente das janelas. Isto acontece quando a Polícia Federal decide fazer as apreensões de mercadorias contrabandeadas.

Um dia (faz mais de 5 anos atrás), resolvi subir cada andar da Galeria, procurando nas lojas, um modelo de bússola de campo, daqueles do tipo militar. Mesmo sendo um produto chinês, eu achava que valia a pena. E logo reparei de que todos os andares são na verdade repetições: Pareciam que as lojas eram as mesmas, e com os mesmos tipos de produtos, nas suas respectivas posições. E fui subindo andar por andar. Até que no último encontrei uma escada, diferente, se me lembro, e resolvi subir nela. Foi quando deparei-me com o Pajé em pessoa! É que no último andar, aonde poucas pessoas iriam (parece), encontrava-se o altar do caboclo orixá e protetor da Galeria. Está explicado porque chama-se de Galeria Pajé.


Prédio do Banespa, visto de um andar da Galeria Pajé.

Mas nessa última incursão, ao entrar no controverso lugar, resolvi pegar o elevador, e em seguida, subir a dita escada. Nada do Pajé, e sim, dois banheiros públicos instalados faz pouco tempo. Tinha mudado o lugar. Da mesma forma quando desci os andares, percebi que agora as lojas são um pouco mais diferenciadas. E desta vez, pude deter-me na sobreloja, aonde o espaço é mais amplo, ocupado por árabes na maioria. Nos andares de cima continuam dominados pelos chineses.


Uma loja que vende materiais esportivos e troféus na Rua 25 de março.



Cruzamento da Rua 25 de Março com a Ladeira Porto Geral:
Preparando para o comércio do fim de ano. A pouco instantes,
uma senhora cai no meio da rua, devido ao asfalto mal conservado.


Uma estátua viva (anjo dourado) em frente ao Papai Noel.

Tanto na Galeria como na Rua 25 de Março e adjacências, percebe-se que os preços dos produtos eletrônicos são mais baratos do que na região de Sta. Ifigênia. Mas na Própria Galeria Ladeira Porto Geral, paguei cerca de R$ 2,90 por um, par de fone de ouvido. Na região de Sta. Ifigênia sairia por R$ 10,00 ou mais.

Além dos produtos chineses (sejam contrabandeados ou não), brinquedos, bijuterias e outros, têm as lojas que vendem os salgados e doces sírios. Dois ao lado da Galeria Pajé, além de alguns espalhados por aí. Saindo da Galeria Ladeira Porto Geral, alcancei a Rua 25 de Março, e decidi ir para o Florêncio de Abreu, pela Ladeira Constituição. E logo depois de alguns passos, encontro algumas pessoas curiosas, defronte aos bizarros grilos feito por um artesão de nome Wider. São os grilos de capim ou de alguma planta, acho eu. E pelo nome do artesão, tudo indica que ele é nordestino. Porque boa parte dos colegas nordestinos que conheci, tem nomes estrangeiros. Este porém, vende seus grilos a R$ 1,00, na altura do nº 59 desta ladeira. Cada um tenta viver da melhor maneira.


O artesão Wider e seu “grilo”.


Você encontrará os “grilos” de Wider na Ladeira Constituição, altura do número 59
(ele fica em uma escadaria que tem na região).



Os endereços:

Galeria Ladeira Porto Geral
Ladeira Porto Geral, 14.

Galeria Pajé
http://www.galeriapage.com.br/ (sic)
Rua Comendador Afonso Kherlakian, 79 e Rua Barão de Duprat, 315. São dois prédios interligados. O que visitei foi do primeiro endereço.

Quickies
Não existe mais.




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