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Materiais criativos para artes na rua dos perfumistas
São Paulo, 24 de maio de 2010, segunda-feira.

A região da Rua Silveira Martins e seus arredores é interessante pelas novidades apresentadas. Geralmente vou lá quando procuro algumas idéias, ainda que eu não seja um artesão fabricante de perfumes, sabonetes ou outras curiosidades do tipo. É que os produtos vendidos lá servem perfeitamente bem para determinadas finalidades.

A primeira vez que fui lá, comprei uns frascos borrifadores, e que cabiam no bolso de uma camisa. A finalidade era para colocar uns líquidos antissépticos para limpar as mãos. Mais tarde vou explicar quais são e o porquê. Posteriormente descobri umas pipetas de plástico, muito úteis para limpar o cabeçote da minha impressora jato de tinta. Mas eu já tinha um exemplar, quando fiz a descoberta nessa rua. O que vou apresentar adiante, porém, é algo mais interessante: Os pigmentos, corantes comestíveis e os estojinhos ideais para guardar os excessos de tintas.


Os corantes comestíveis
Em uma dessas lojas da Rua Silveira Martins, descobri uns frascos de corantes da marca Mix Coralim, com 10 ml cada. O preço? R$ 0,90. Logo lembrei-me dos vidros de Ecoline que eu usava, no tempo em que trabalhava em um estúdio de quadrinhos (Ely Barbosa Produções) e posteriormente nas outras empresas. Mas no caso dos corantes...

Além do cheiro perfumado e que exalavam, cada frasco traz imbutido um tipo de conta-gotas. A diluição, em muitos aspectos, assemelha a um Ecoline. A diferença, porém, está no preço. Pois, o Ecoline, que é importado (da Talens, Holanda), sai por volta de R$ 14,00 o frasco. Enquanto que a Aqualine (equivalente nacional), cerca de R$ 3,00 ou mais. Mas ambos devem ter aproximadamene 40ml, pois, não tenho nenhum deles, e sim, outro equivalente, que é o Acriline (da Acrilex).

A princípio, pensei que os corantes fossem concentrados, precisando dilui-los. Na verdade, é como qualquer aquarela líquida. Na imagem acima, as manchas da primeira linha são as cores provenientes de cada frasco, sendo aplicadas diretamente. Nas demais linhas, as misturas feitas. Dá para perceber que os pigmentos não são lá grande coisa. Veja a mancha azul: Apresenta uma certa coloração roxa no meio. Não sei se na Ecoline e na Aqualine apresente o mesmo problema. Mas no guardanapo de papel (que uso para enxugar e limpar o pincel) percebe-se os pigmentos distintos de cada cor.

A composição de cada frasco é essa:
Amarelo damasco    Tartrazina (INS 102)
Vermelho natal    Bordeaux (INS 123), amarelo crepúsculo (INS 110)
Verde hortelã    Tartrazina (INS 102), azul brilhante FCF (INS 133)
Preto ameixa    Bordeaux (INS 123), tartrazina (INS 102), azul brilhante FCF (INS 133)
Azul jeans    Azul brilhante FCF (INS 133), eritrozina (INS 127), tartrazina (INS 102)

Em todos, a diluição é feita com água e álcool. Não contém glúten. Mas não tem a indicação da porcentagem ou da quantidade de cada ingrediente na composição dos frascos. Vale a pena arriscar? Depende. Se for para ilustrações e artes aquareláveis, prefiro as tradicionais tintas para aquarelas, e depois, as ‘ecolines’ e ‘aqualines’. Mas se for para alguns experimentos artísticos, e que talvez aproximem de um tipo de artesanato, talvez esses corantes sejam os ideais. O preço de um corante comestível é o equivalente a de um Aqualine: R$0,90/10ml = R$3,60/40ml.


Os estojinhos para tintas
Inicialmente esses se destinam às pomadas e cremes caseiras e artesanais, e que tem de vários tamanhos. Mas o que me interessou são os de 3 cm de diâmetro (o menor de todas).



Existem à venda esses estojinhos transparentes, nas lojas especializadas em artes, pinturas e de artesanato. Encontro-os, por exemplo, lá perto da casa. Porém, são feitos de plásticos quebráveis (não resistentes ao impacto e pressão). Esses, que são vendidos na Rua Silveira Martins, são de materiais inquebráveis. Mas o que me chamou a atenção é que, tanto de um material como de outro, são rosqueáveis entre si, podendo “empilhá-los”. Com isso, você pode carregar os restos de tintas, e de várias tonalidades.

A grande vantagem é justamente essa: Você não elimina as tintas que sobraram da tua paleta. Antes, pensei em um estojo de metal para aquarela, onde posso “secar” as tintas com um isqueiro. Mas isso pode alterar a composição e a qualidade dessas. Além disso, é complicado de encontrar esses tipos de estojos, sendo que são importados e caros. Optei então por um estojo de plástico.

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