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Rio 98 - Uma viagem aos museus
Um curso de Museologia na USP (Universidade de São Paulo) permitiu uma bela experiência na Cidade Maravilhosa!

São Paulo, 19 de junho de 2009, sexta-feira.

Depois de mais de dez anos, resolvi postar aqui as minhas lembranças de uma viagem de aprendizado, e que foi feito em 1998.

2º SEMESTRE LETIVO DE 1998 - O curso ministrado pela profa. Maria Cristina Bruno, no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), reuniu estudantes interessados, de várias unidades da universidade. Fazia parte do curso, participação em palestras, visitas, ensaios, e uma viagem de aprendizado ao Rio de Janeiro, entre os dias 6 e 8 de novembro daquele ano. A experiência foi boa, mais pelo desafio pessoal da primeira viagem, com propósito de um projeto futuro, do que pelos ensaios fotográficos, feitos de maneira bastante descompromissada na época.


A antiga entrada do Jardim Botânico - A visita ao Rio não se restringiu apenas aos museus. Na verdade, não pudemos percorrer todos eles. Havia, é claro, o interesse em apreciar outros lugares, como o teleférreo, os parques, os bares noturnos na beira da Praia de Copacabana. Alguns grupos foram para o Jardim Botânico, como uma forma de entretenimento (inclusive eu, é claro). Sempre de maneira descompromissada, vimos, entre outras curiosidades, um conjunto de terracota modelada, imitando uma pintura de Henri Matisse (A Dança)... e esse portal, que leva a lugar nenhum, depois de uma boa caminhada. Intrigado, ao atravessá-lo, vi uma passarela de madeira. Mas o enigma permanece dentro do Jardim...


Estufa de Violetas - Depois de percorrer um bom caminho, deparamos com uma construção de ferro fundido, e que era bastante atraente. Não queria perder a oportunidade de entrar e apreciar o espaço cheio de plantas, esculturas etc. Como havia a mesma curiosidade no pessoal, isso acabou facilitando a decisão de visitarmos o local. Mas não havia muito tempo. Eu queria permanecer por um pouco mais, observando os detalhes, as esculturas e alguns turistas que estavam no local. Saindo de lá, pude ver uma elevação com um busto no meio. Eu não sabia do que era. Mas era a hora de partirmos.


Museu de Arte Moderna do Rio foi o que me chamou mais a atenção. Inclusive as obras de artes eram, naquele momento, de importância menor. Para nós, que fazemos o curso de Museologia, o espaço museológico era mais importante. Mas naquela ocasião, fascinado pelo amplo espaço, pude fazer os meus ensaios


Museu Histórico Nacional - O primeiro museu que visitamos, logo da chegada ao Rio. E já estava de reforma, dificultando um pouco o acesso à todas as exposições. Esta, de obras sacras, se encontrava na outrora Casa do Trem que existia, na época em que o museu era o antigo Arsenal da Marinha Portuguesa. O prédio foi construído em 1764. Todo um acervo que reproduz a história do Brasil: Mobiliários, estatuetas, numismática, indumentárias, documentos, quadros, peças de cerâmicas, joalherias, além de uma espada para execução de condenados e uma boa coleção de canhões, se encontram à mostra no museu.


Museu da República (Palácio do Catete) - Antiga sede do governo federal, é toda uma decoração do estilo neo-clássico; mas com uma mistura de elementos (pós-)modernos. Quadros e estatuárias, além de outros elementos museológicos se encontram espalhados por todo o estabelecimento, constituindo assim, um acervo vasto. Painéis com colagens fotográficas, mostram a vida do Lampião (na época em que visitamos o museu). Quarto onde o ex-presidente Getúlio Vargas se suicidou. Inclusive a camisa com a perfuração da bala, na altura do coração. Uma gravação como testamento deixado, deixa um clima de reverência até religiosa nos meus colegas, além de visitantes turistas. Fico um pouco perplexo, ainda que alheio.


Ig. N. S. de Candelária - Não foi difícil fotografar o teto da igreja, apesar da aparente pouca luz. Apenas precisei de um tripé. Foi nesse momento que vi quão útil foi o uso de uma lente grande-angular. Evidentemente que os fiéis estavam absorto nas suas meditações, e pouco se importavam com a minha presença, exceto o som de um click!


O Morro de Sta. Teresa É onde fica o museu Chácara do Céu, formado por um acervo particular de obras raras e antigas. Para chegar lá, é preciso pegar um bonde, para subir no morro, como esse aí, visto de dentro de outro bonde.


Bondinho do Morro de Sta. Tereza - Existem vários lugares do mundo em que usa-se do bonde como atração turística. Parece que alguns, no caso em que peguei duas vezes, não se conserva mais os motores originais, e sim, usa-se uma adaptação com motor de explosão moderno, no lugar do tradicional motor elétrico. Pude perceber isso pelo som. Nas redondezas da estação de bonde, e que sobe ao Morro de Sta. Teresa, encontra-se a famosa Confeitaria Colombo. E encostada a essa, um inusitado estúdio fotográfico, que trabalha com a fotografia porcenalizada.


Daniel Azulay no Parque das Ruínas Morro Sta. Teresa - É ele em pessoa? Foi essa presença que encontrei, quando passei no Parque das Ruínas, que fica nas proximidades do Museu Chácara do Céu.

O museu é uma casa de construção moderna, e que pertenceu ao grande colecionador Raymundo Ottoni de Castro Maya. O seu acervo vai de pinturas, pratarias, esculturas, objetos de artes, mobiliários até coleções brasilianas. Essas constituídas de desenhos, aquarelas, óleos e mapas de artistas do séc. XVI ao XIX.

De lá, tem-se uma bela vista da Baía de Guanabara, principalmente do mirante do Parque das Ruínas, onde encontra-se uma dedicatória em uma placa, à Laurinda Santos Lobo, feita por Rachel Jardins em 1997.


O Albergue da Juventude Chave - Considerada como uma das melhores da categoria, foi onde a turma de Museologia se hospedou, com todos os confortos. Eu e mais dois colegas ficamos no 3º andar, bem na esquina. Mas a vista não é boa por causa dos prédios. Muito utilizado pelos turistas de várias nacionalidades, o albergue fica no seguinte endereço: Rua General Dionísio, 63 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ. Tels.: (55 21) 2286-0303 e 2527-4365.


Café da manhã no Albergue - O pessoal é bem servido logo cedo, em um espaço agradável e bem ilumidado, além de um terraço disponível. As opções são variadas, incluindo frutas, café com leite, chás etc.


Mesa farta para a turma de Museologia! - É claro que para variar, o pessoal se diverte. Principalmente quando se sabe que está sendo fotografado.

O grupo na verdade, é formado por membros de várias faixas etárias. Mas a maioria são de jovens, provenientes de diversas unidades da USP (Universidade de São Paulo): FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), nesse caso, Letras, Ciências Sociais, História. Além da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), ECA (Escola de Comunicação e Artes), Instituto Biológico etc.

Evidentemente, acompanhando os jovens, vem os parentes e convidados: Mães, maridos ou esposas, namorados ou namoradas. O que aumentou bastante a quantidade das pessoas interessadas pela viagem (não necessariamente pelo curso).


Praia de Copacabana - A despedida - Era o final da tarde de domingo, e nos preparávamos para partir. Pois, a nossa viagem de aprendizado terminou.

Na despedida, o motorista do ônibus fretado fez a questão de percorrer lentamente um bom trecho da Av. Atlântica, para que pudéssemos apreciar toda a extensão da praia de Copacabana ao pôr do sol. Pude, então, fazer uma seqüência de fotos, até quase o pôr-do-sol. O que não mostro aqui, para não entristecer essa agradável aventura.

Rio, ainda voltarei... (Zadoque)


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